A lista
1. Começar sem entender o objetivo
Como aparece: A pessoa ouve “a rentabilidade caiu” e já desenha um framework, sem perguntar qual é a meta, em quanto tempo e como o cliente mede sucesso.
O que fazer: Repita a pergunta com suas palavras e confirme objetivo, métrica e prazo antes de estruturar. A Bain cita esclarecer o objetivo como a primeira dica do seu material de preparação. Leia: Perguntas de esclarecimento.
2. Usar um framework decorado que não serve ao problema
Como aparece: Aplicar “4Ps” ou “3Cs” a um case de redução de custos de uma fábrica, só porque é o framework conhecido.
O que fazer: Parta de uma equação do problema (lucro = receita − custos, por exemplo) e crie de 2 a 4 ramos que cubram o caso sem sobreposição. Leia: Como estruturar um case.
3. Estrutura longa demais
Como aparece: Doze itens soltos em vez de três ramos com subdivisões. O entrevistador perde o fio e você também.
O que fazer: Agrupe: cada ramo com um nome e no máximo três ou quatro itens. A BCG recomenda pensar de forma estruturada e comunicar com clareza.
4. Analisar sem hipótese
Como aparece: Pedir todos os dados possíveis “para ver o que aparece”.
O que fazer: Diga o que você espera encontrar e por quê, e peça o dado que confirma ou derruba essa ideia. Se cair, troque de hipótese em voz alta.
5. Errar a base do percentual
Como aparece: Calcular 20% sobre o total quando a frase dizia “entre os que concluíram”, ou confundir margem com markup.
O que fazer: Antes de cada conta, diga em voz alta o numerador e o denominador. Confira a ordem de grandeza no fim. Leia: Matemática de case.
6. Fazer contas em silêncio
Como aparece: Dois minutos calado e um número final, sem que o entrevistador saiba de onde ele veio.
O que fazer: Anuncie o plano da conta, faça e narre os passos principais. Se errar, o entrevistador vê o raciocínio e pode corrigir o rumo.
7. Ler o gráfico sem olhar unidades e eixos
Como aparece: Comparar receita em milhões com margem em percentual, ou tirar conclusão de um eixo que não começa em zero.
O que fazer: Leia título, unidade e período antes dos números. Depois, diga a principal mensagem em uma frase e o que ela significa para o objetivo. Leia: Como interpretar gráficos.
8. Não dizer o “e daí?” de cada achado
Como aparece: “A margem caiu 3 pontos” e parar ali.
O que fazer: Feche cada análise ligando o número ao objetivo: o que isso muda na resposta e qual é o próximo passo.
9. Brainstorming sem organização
Como aparece: Uma lista de ideias soltas, rápida, mas sem categorias e sem prioridade.
O que fazer: Separe as ideias em grupos (por exemplo, internas e externas, curto e longo prazo) e termine dizendo qual testaria primeiro. Leia: Brainstorming no case.
10. Recomendação final sem decisão
Como aparece: Resumir tudo o que foi feito no case, na ordem em que aconteceu, sem dizer o que o cliente deve fazer.
O que fazer: Abra pela decisão, dê duas ou três razões com números, cite o principal risco e o próximo passo. Leia: Como fazer a recomendação final.
Como usar esta lista no treino
Depois de cada case, marque quais destes erros apareceram. Em três ou quatro práticas, um padrão fica claro, e é esse o erro a atacar primeiro. Treinar em dupla ajuda: quem conduz enxerga deslizes que você não percebe enquanto fala. Veja como praticar case em dupla ou encontre um parceiro na Comunidade do app.
Fontes
- BCG: preparação para entrevistas de case · fonte oficial
- Bain: preparação para entrevistas de case · fonte oficial
- McKinsey: entrevistas · fonte oficial
Consultadas em outubro de 2026. Formatos e datas mudam a cada ciclo: confirme sempre nas instruções do seu convite.